Usar acessórios de cabelo apertados pode provocar dor de cabeça
julho 19, 2010 por Supertrix
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Pressão em nervos da cabeça desencadeia até crises de enxaqueca.
Muitas mulheres sentem uma incômoda dor de cabeça ao usar tiaras, arcos, presilhas ou, ainda, rabo de cavalo. Trata-se da dor de cabeça por compressão externa, comum nas adeptas do uso de acessórios de cabelo, e que pode desencadear, até mesmo, uma crise de enxaqueca em quem sofre da doença.
“A dor por compressão externa é provocada pela pressão de ramos cutâneos dos nervos trigêmeo e occipital maior, por quaisquer artefatos que apertem a cabeça, como arcos para o cabelo e óculos de natação”, explica o neurologista Abouch Krymchantowski, lembrando que o problema costuma afetar também nadadores e profissionais que usam capacetes durante o trabalho.
O especialista chama atenção para o fato de se tratar de uma dor muito comum, mas ainda pouco reconhecida pelos médicos, que costumam confundi-la com crises de enxaqueca tradicionais. Dr. Abouch cita como exemplo um piloto de caça que, sempre que voava, tinha dor de cabeça, chegando a ser tratado como sofredor de enxaqueca e afastado dos voos, até trocar o capacete por um ajustável, parando de sentir as dores. Deixar de lado o uso dos acessórios que provocam a dor, aliás, é mesmo a principal maneira de evitar o problema:
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“A melhor maneira de evitar a dor é parar de usar ou procurar acessórios mais largos e melhor adaptáveis. Se isso não for possível, é importante pelo menos retirar a cada tempo de uso, dando, por exemplo, um intervalo de 15 minutos a cada 45 minutos de uso. Já nas pessoas em que o acessório inicia uma crise de enxaqueca, é preciso tratar a crise especificamente, com medicamentos”, explica o Dr. Abouch.
Sobre o especialista:
Dr. Abouch Krymchantowski, neurologista
www.dordecabeca.com.br
Dr. Abouch Krymchantowski é um dos principais especialistas em dor de cabeça do país. Médico neurologista formado pela universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com residência médica em Neurologia no Centro Médico Naval do Rio de Janeiro, mestrado e doutorado em Neurologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), sempre se dedicou ao estudo, pesquisa e tratamento da cefaleia, tendo estagiado em três centros americanos dedicados à dor de cabeça (Connecticut, Nevada e Nova Jersey). Autor de mais de 70 artigos e 9 livros sobre cefaleia, é diretor médico do Centro de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça (Clinedoc), no Rio de Janeiro, e membro da American Headache Society e da International Headache Society, sendo o único médico no Brasil agraciado com o título de Fellow da American Headache Society (FAHS).







