18, maio de 2012

Quem falou que dá para confiar na balança?

julho 23, 2009 por  
Arquivado em Estética

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Quando começa a fazer musculação, a balança parece que quer sacanear o seu empenho: o peso aumenta e você entra em pânico, achando que tem alguma coisa errada com o treino ou com seu metabolismo. “Mas a balança é apenas uma das maneiras de avaliar as medidas corporais. Existem várias outras e a combinação destes números oferece um panorama do trabalho que realmente precisa ser feito com o aluno”, afirma o professor de musculação Norton Murayama, da academia Fórmula


Quando sobe na balança, você fica sabendo quanto soma em músculos, ossos, gordura e água. Mas não tem ideia da fatia que cada um deles representa no todo, daí a importância de buscar outras medidas, principalmente no caso de quem deseja emagrecer . “Nessa situação, o maior foco tem de ser na diminuição de gordura”, afirma a nutricionista Pérola Ribaldo, de Campinas. “E só a balança não mostra se a dieta (link para avaliação de peso) e os exercícios, realmente, estão contribuindo para que haja esta diminuição ou de outros tecidos”.

A gordura  é leve e volumosa, enquanto os músculos são compactos e pesados. “Por isso, quando há perda de gordura e ganho de músculos, o peso pode não diminuir ou, mais do que isso aumentar”, explica Pérola. Quando há dieta sem acompanhamento de exercícios, geralmente há perda de músculos associada à diminuição de gordura, daí a queda violenta no peso.

A seguir, a nutricionista e o professor de educação física mostram os riscos de confiar em apenas uma avaliação e dão dicas para você acompanhar a evolução do seu desempenho na prática de exercícios por um corpo mais saudável (e não, necessariamente, mais leve).

O que a balança esconde
Mesmo diminuindo o peso mostrado na balança, você pode continuar com gordura localizada ou flacidez (e nada disso é apontado no mostrador). Ainda que os resultados sejam favoráveis, o corpo não apresenta as formas com que você sonha. Por outro lado, o seu peso pode subir e os contornos ficarem mais firmes e definidos. “Quem se preocupa demais com o peso não pode reclamar de gordura localizada”, afirma a nutricionista.

As limitações do IMC
Muito popular nas academias, o índice de massa corpórea (ou IMC) oferece números um pouco mais precisos do que a balança. Isso porque ele leva a sua altura em consideração: para descobrir qual é o seu IMC, divida o seu peso (em quilos) pela sua altura (em metros) ao quadrado. Mas esta medida também só ajuda quem sonha em perder gordura, e não liga para a proporção entre ela e outros tecidos, como o muscular. “Ele não fornece nenhum dado sobre a composição corporal do paciente. Uma pessoa musculosa (pesada) pode ser classificada com sobrepeso. Da mesma forma, alguém mais leve e com alta taxa de gordura pode entrar para a faixa de normalidade”, diz Pérola.

Com o coração na barriga
A medida da circunferência abdominal avalia a gordura mais perigosa, conhecida por gordura visceral. “Quando esta gordura aparece em exagero, aumentam os riscos de doenças cardiovasculares”, afirma Pérola. Com as medidas da circunferência em mãos, um aluno com o peso ideal ou com IMC dentro da medida, mas com a barriga avantajada, sabe que vai precisar trabalhar a perda de gordura corporal. A circunferência abdominal é medida na altura do umbigo e varia entre homens e mulheres:
Mulher: circunferência abdominal de até 88 cm
Homem: circunferência abdominal de até 100 cm

Uso do adipômetro
O adipômetro é uma espécie de pinça gigante: com ele em mãos, o nutricionista ou o professor de educação física belisca sua pele, descobrindo quanto existe de gordura em cada região do corpo (pernas, braços, costas e abdômen, por exemplo). “Com esses números, podemos saber onde focar o treino e onde há mais necessidade de perda de gordura e ganho de músculos”, afirma Norton. O ideal é contar com o instrumento a partir dos 17 anos de idade antes disso, o corpo ainda está em formação e as medidas variam muito.

O conjunto ideal
Num trabalho que concilia saúde e formas mais atraentes, os especialistas recomendam que todas as avaliações sejam combinadas e repetidas periodicamente. A avaliação de peso e a medida da circunferência indicam a necessidade de redução de gordura e alertam para os riscos de doenças crônicas. Já o adipômetro mostra onde a gordura está mais concentrada e ajuda a determinar com mais precisão o trabalho muscular.

Para perder peso
Para acompanhar se sua dieta tem dado resultado, a nutricionista recomenda a medida das circunferências (costas, barriga e quadril), além do uso do adipômetro. “No caso de ganho de músculos, acrescento as medidas de braços e pernas”, afirma a nutricionista. O ideal, segundo ela, é refazer todo o conjunto de avaliações a cada três meses. Dessa maneira, é possível rever a dieta e o programa de exercícios caso os resultados não estejam satisfatórios.

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