Dia das crianças: os cuidados na escolha do brinquedo
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Com o Dia das Crianças, também vem a empolgação dos pais em comprar um presente que deixe o filho feliz. Por outro lado, também vem a preocupação de não gastar muito para não desequilibrar o orçamento. Na ânsia de unir os dois lados, os consumidores podem acabar saindo no prejuízo.
Para a técnica da Fundação Procon-SP , Márcia Christina Oliveira, um presente ideal é aquele que cabe no orçamento e traga segurança para a criança. “Primeiro, vem o que realmente a criança quer, mas é preciso ver se o presente realmente cabe no bolso”, afirma Márcia.
Outro ponto a que o consumidor deve atentar refere-se às especificações do brinquedo. “Por isso, evite camelôs, mesmo que o presente saia mais em conta”. Como diz o ditado, nessas situações, o barato pode sair caro.
De olho na embalagem
Os consumidores que privilegiarem um produto por conta do preço baixo podem ter prejuízos além do bolso. Márcia ressalta que brinquedos sem certificação podem trazer danos à segurança dos pequenos. Por isso, é preciso ficar de olho na embalagem dos produtos, mesmo se for comprá-los em lojas.
“É importante que a embalagem traga todas as informações do produto”, afirma a técnica do órgão de defesa do consumidor. “Além disso, é preciso exigir a nota fiscal”, ressalta.
Márcia lembra que o consumidor deve se certificar de que o produto tenha o selo do Inmetro (que indica que o produto foi fabricado e comercializado de acordo com as normas técnicas em vigor) junto com o selo de um órgão credenciado, como o IBQ e Falcão Bauer.
“Um ponto importante é ver a idade sugerida pela embalagem”. Se ela não for a mesma de seu filho, procure outro presente. Caso o brinquedo seja importado, Márcia lembra que as informações devem vir, obrigatoriamente, traduzidas.
E, mesmo que o consumidor compre um produto sem as certificações exigidas pela legislação, Márcia afirma que, se causar algum dano à criança, pode haver pedido de indenização.
Estabelecimentos reprovados
É bom ficar atento mesmo, pois ainda existem muitos estabelecimentos que não seguem a legislação e comercializam brinquedos ainda sem certificação. De acordo com o Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), 0,93% dos brinquedos analisados pelo órgão em 188 estabelecimentos comerciais do estado estavam sem o selo do Inmetro.
O número parece pequeno, mas é relevante tendo em vista a quem estes produtos se destinam. O Ipem analisou, na última sexta-feira (2), 102.106 brinquedos. Desse total, 942 estavam sem o selo. Outras irregularidades foram verificadas pelo órgão, como falta de informações na etiqueta.
Ao todo, 42 estabelecimentos foram autuados. Somente neste ano, de janeiro a agosto, o órgão fiscalizou 900.999 brinquedos e reprovou 14.620







